01/03/18 | 8:32
Greve temporária ilegal do transporte coletivo (28) afeta usuários e causa transtornos no trânsito.

Na manhã desta quarta – feira (28/02) os usuários do transporte coletivo de Manaus foram surpreendidos com uma paralisação de motoristas de ônibus, que terminou por volta das 13h.

A suspensão da paralisação encerrou quando o presidente do Sindicato dos Rodoviários Givancir Oliveira conseguiu negociar com os motoristas para que haja uma assembléia da categoria, na próxima semana, para decidir se vão entrar em greve ou não.

Segundo informações do Sindicato dos Rodoviários, a decisão de paralisar ocorreu após o anúncio da Desembargadora Solange Maria Santiago Morais que tinha  havia pedido vistas no julgamento do dissídio coletivo da categoria, na quarta-feira (28), em sessão do Tribunal Regional do Trabalho, 11ª Região.

A paralisação afetou diretamente os passageiros que utilizam o Terminal 1, principal ponto de integração da cidade, e também a avenida Constantino Nery, e paralelas como a avenida Djalma Batista gerando congestionamentos em vários pontos de Manaus, além das paradas lotadas.

 Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que não foi comunicada previamente sobre a paralisação dos rodoviários.

A Procuradoria Geral do Município (PGM) informou que vai avaliar o dano coletivo que a paralisação causou aos munícipes e deverá entrar com medida indenizatória em desfavor aos Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Transporte Coletivo.

Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) informou em nota que aproximadamente 200 mil pessoas foram prejudicadas. Cerca de 100 linhas, operadas por 700 ônibus que passam pelo T1 e ruas do entorno, ficaram paradas.

Ainda segundo Sinetram, os rodoviários paralisaram também o Terminal 2 e um terminal de linha da empresa Líder Transportes, localizada no Parque das Nações, zona Centro-Sul. Nesses dois lugares a paralisação começou por volta de 10h30 e terminou às 13h.

O Sinetram ressalta que não foi notificado sobre o movimento grevista e desconhece as causas. A justiça deve ser informada sobre o movimento ilegal. Essa é a sexta greve irregular realizada pelo Sindicato dos rodoviários somente em 2018.

ASCOM/CEDB/PGM